Programas de fidelidade alcançam menor patamar histórico em número de pontos ou milhas expirados
- Indicadores da ABEMF apontam que a taxa de breakage, que mede expiração dos pontos, foi de apenas 10,3% no 2T26
- Segundo especialista, dado é um sinal claro de como os brasileiros aprenderam a usar e incorporaram a fidelização no cotidiano
São Paulo, outubro de 2026 – Os números da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), divulgados ontem, 21 de outubro, durante o 9º Fórum Brasileiro de Fidelização, realizado em São Paulo, apontam para uma evolução geral do mercado brasileiro de fidelidade no segundo trimestre de 2026 (2T26). Um dos destaques positivos está na taxa de breakage, que mede a quantidade de pontos/milhas que os participantes deixaram expirar no período, e que alcançou o menor patamar histórico, chegando a 10,3%. O indicador caiu 1,7 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2025, e 0,8 ponto percentual em relação aos primeiros três meses de 2026 (1T26).
Para Paulo Curro, diretor executivo da ABEMF, este é um indicativo importante de como os brasileiros estão usando mais e melhor os programas de fidelidade. “A fidelização, definitivamente, ‘caiu no gosto’ dos brasileiros. Cada vez mais os participantes usam, gostam e veem vantagens nos programas. E isso se reflete nos números da associação”, diz.
Ainda no segundo trimestre, a quantidade de cadastros nos programas de fidelidade cresceu 12,4% em relação ao 2T25, chegando a 317,9 milhões de inscrições. E o número de transações realizadas ultrapassou 13,5 milhões, representando um aumento de 11,6% na comparação anual.
Os pontos/milhas emitidos somaram 292,7 bilhões, um aumento de 19,3% sobre o 2T25. E os resgatados, ou seja, aqueles que foram trocados por recompensas, cresceram 14,9%, alcançando 248,5 bilhões de pontos/milhas. A maior parte do montante trocado pelos participantes continua sendo destinada à aquisição de passagens aéreas – 79,1% dos pontos/milhas resgatados. Os destinos preferidos são Buenos Aires, Santiago e Orlando, entre os internacionais, e São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, no ranking de viagens nacionais.
Na origem dos pontos/milhas, o cenário se inverte. A maior parte do saldo, 92,7%, é acumulada em compras e atividades de setores não aéreos como varejo, indústria e bancos (por meio dos cartões). E apenas 7,3% são emitidos na compra de passagens aéreas.
Com a evolução de todos os indicadores, o faturamento das empresas de fidelização também cresceu na casa dos dois dígitos. O mercado faturou 12,6% a mais no 2T26 em relação ao 2T25, somando R$ 6,6 bilhões. No acumulado do semestre, já são R$ 13 bilhões de faturamento em 2026.
Os indicadores da associação foram apresentados durante o 9º Fórum Brasileiro de Fidelização, evento que reuniu, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais para discutir os principais movimentos do setor, com debates sobre inteligência artificial, dados, personalização, estratégias de engajamento, ecossistemas e parcerias.
Sobre a ABEMF
A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização nasceu em 2014 com o objetivo de debater questões institucionais e regulatórias do setor, representar os interesses de empresas e profissionais, além de fomentar ações para o fortalecimento e aperfeiçoamento contínuo do mercado brasileiro de fidelização.
Fazem parte da entidade treze das maiores companhias do segmento no país: Azul Fidelidade, Bravium, clube giro, Dotz, Esfera, Juntos Somos Mais, LATAM Pass, Livelo, Mastercard, Orbia, Smiles, Stix e uau CAIXA. Entre as atividades desenvolvidas pela ABEMF estão a divulgação de dados do setor, obtidos por meio de estudos e pesquisas, e a busca por incentivos que beneficiem o mercado e seus associados.



